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jORNAL DO COMMERCIO - 04 DE AGOSTO DE 2010 - AUTOR: Beatriz Gredilha

RIO DE JANEIRO-Acompanhando a ascensão da indústria do petróleo, o Aeroporto Internacional de Cabo Frio e o Porto do Forno, em Arraial do Cabo - separados por apenas oito quilômetros - planejam ampliar o acordo de cooperação técnica firmado em 2006 para, desta forma, tornarem-se mais atuantes no mercado de movimentação de cargas. Tanto o porto quanto o aeroporto identificam os benefícios dessa parceria e estudam formas de estendê-la. "Juntos, eles constituem uma plataforma logística muito interessante para o apoio cada vez mais necessário à prospecção e exploração de petróleo, principalmente no caso dos poços ao sul da Bacia de Campos e ao norte da Bacia de Santos", afirma Francisco Pinto, presidente do Conselho de Administração da Costa do Sol Operadora Aeroportuária, concessionária do aeroporto. Na prática, o porto pode contar com a vasta área alfandegada do aeroporto, já que seu limite terrestre é menor; e o aeroporto, por sua vez, utiliza o porto para complementar operações de apoio logístico às empresas clientes, oferecendo serviços que envolvam o embarque e o desembarque de mercadorias pelo Porto do Forno. "É uma troca de potencialidades dos dois elementos que constituem essa plataforma logística natural", explica Pinto. "Queremos aproveitá-la mais nos próximos anos". Para o gerente de Controle Interno do Porto do Forno, Victor Lemos, a expectativa de expansão do acordo com o aeroporto acompanha a perspectiva de crescimento da demanda. "Temos procurado a parceria para não peder o mercado (do petróleo) que cresce. Podemos perceber nos nossos gráficos financeiros que a parceria tem funcionado", diz. A receita do Porto, entretanto, ainda está aquém do esperado, outro motivo pelo qual a conjugação de operações com o aeroporto aparece atrativamente. "As receitas do porto, no entanto, continuam aquém do necessário, sobretudo em relação ao passivo que encontramos e devemos honrá-los para a fluidez dos serviços", diz Lemos, sem informar, no entanto, o valor do passivo. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Costa do Sol, a união de esforços está apenas começando. Ele cita o município de Macaé como exemplo, por ter um aeroporto de bom porte e um porto bem localizado. "É só reparar o que aconteceu em torno dessa plataforma logística, o conjunto de atividades industriais que se instalou em Macaé a partir dela", comenta Pinto. Segundo ele, pela sobrecarga das duas unidades em Macaé e pela migração das atividades para a parte mais ao sul da Bacia de Campos, surge a necessidade de diversificação do apoio logístico por outros pontos. Cabo Frio e Arraial do Cabo aparecem, naturalmente, como opções. "Isso já começou a acontecer no Aeroporto de Cabo Frio, com apoio por helicópteros feito desde agosto do ano passado para a OGX, a partir de março deste ano pela Petrobras e certamente em breve por outras empresas que atuam na área", informa. "O mesmo vai acontecer com o Porto do Forno, é uma questão de lógica. A direção do porto está se preparando para isso, está cuidando de toda a parte de licenciamento ambiental para poder, efetivamente, participar desse momento de prosperidade demandado pela indústria do petróleo", acrescenta Pinto. No porto, embora a indústria do petróleo tenha se tornado parte essencial dos negócios, há também embarque e desembarque de produtos como sal e malte. O movimento não se compara ao que já foi, quando existia a Companhia Nacional de Alcalis, mas se mantém. "O petróleo e suas ramificações têm tido grande representação nas nossas operações, porém existem outras", afirma Lemos. "O sal hoje não representa tanto quanto representava na época de Álcalis, mas as operações continuam acontecendo. E o malte também, da cervejaria de Petrópolis", completa. O aeroporto, por sua vez, único do Brasil a ter a parte de cargas sob administração do setor privado, tem a maior parcela de sua receita no ano passado, foi de R$ 40 milhões oriunda da movimentação de carga para a indústria do petróleo. Mais de 80 empresas, a maioria multinacionais, utilizam o aeroporto com esse propósito, embora também seja oferecido transporte de passageiros
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