Artigo de S. Barreto Motta "Cabo Frio"

 

No último dia 27, um Boeing 747 (Jumbo) cargueiro da Kalitta Air, proveniente de Houston, Texas (EUA), pousou no aeroporto de Cabo Frio (RJ), trazendo 35 toneladas de tubulações para a indústria petrolífera. A operação comprova a vocação do aeroporto para receber não apenas vôos regulares como também realizar grandes operações charter, com cargas pesadas (chamadas de "cargas de projeto").


Com uma pista de 2.560 metros de comprimento - maior do que a de Congonhas e a do Santos Dumont e equivalente a dos grandes aeroportos do país - o Aeroporto de Cabo Frio está capacitado a receber as maiores aeronaves do mundo. Está estrategicamente localizado a apenas 60km de Macaé, onde se concentra a indústria do petróleo e a 140km do Rio, 550km de São Paulo, 530km de Belo Horizonte e 400km de Vitória.


Em 2009, o aeroporto teve um crescimento de 65% em volume em relação ao ano anterior. Trata- se do único aeroporto internacional do país de carga e de passageiros administrado pela iniciativa privada. Sua administração está a cargo da Costa do Sol Operadora Aeroportuária S/A., que venceu concorrência em 2001 com prazo de 22 anos.


Enquanto isso, é crítica a situação do Aeroporto de Porto Alegre (RS). As condições são tão limitadas que, na ala internacional, o acesso tem de ser feito de forma parcelada. Se um passageiro vai embarcar às 16h, só pode ter acesso ao free-shop às 15h. Se tentar entrar antes, é barrado, porque a capacidade da área internacional é mais do que restrita. É inacreditável. 

 



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